'hei-de sair rumo à Vida'
um poema para a primeira do ano #sandra2026
E um dia voei rumo à janela aberta.
pitosga e de más contas, calculei mal as distâncias, embati no vidro caí no chão, de asas esborrachadas.
No dia seguinte, cosi-me toda. mas depois cortei as linhas e desfiz os pontos - de que serve remendar remendos?
No dia a seguir, abri a Burda de 1971 e encontrei o molde que queria. tinha as asas, a alma, a fé, tudo.
Num dia destes de 2026, hei-de voltar a voar
e de óculos postos, de fita métrica e de capacete da salvação,
hei-de sair rumo à Vida.
- - -
© Sandra Marques Augusto, 01/II/2026

